Missão Permanente junto das Nações Unidas em Genebra homenageia 12 mulheres
A Missão Permanente da República de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e de outras Organizações Internacionais em Genebra homenageou, esta sexta-feira, dia 20, um grupo de 12 mulheres angolanas, entre diplomatas e funcionárias de recrutamento local, como “reconhecimento do seu contributo indispensável” para a promoção da igualdade de género, coesão social e o seu papel no fortalecimento da imagem de Angola nas relações internacionais.
O acto, enquadra-se no âmbito da jornada “Março Mulher” que compreende o Dia da Mulher Angolana e o Dia Internacional da Mulher, efemérides celebradas respectivamente nos dias 2 e 8 de março.
A cerimónia destacou igualmente as mulheres angolanas que, ao longo dos anos de luta para o alcance da independência nacional, e do trabalho para a reconstrução e o desenvolvimento do país, participam em vários processos políticos, sociais e económicos, como contributo para o processo de transformação geracional de mulheres.
Por outro lado, foi destacada a actuação multifacetada das mulheres angolanas que sempre teve o propósito de promover a inclusão, a esperança e o desenvolvimento das comunidades.
A Embaixadora, Ana Maria de Oliveira, Representante Permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas em Genebra, que prestigiou a cerimónia, referiu: “ser fundamental reconhecer as conquistas alcançadas e reforçar a importância de se continuar a promover a igualdade de género e a valorização da mulher em todos os espaços”.
Referiu que o Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, não é apenas uma celebração, é um lembrete contínuo de que a igualdade de género permanece um objectivo em construção.
Sublinhou que em Angola, esta reflexão ganha uma dimensão histórica e identitária profunda, ao contrário de narrativas que colocam as mulheres como figuras secundárias, a história angolana demonstra o contrário, porque as mulheres sempre estiveram no centro dos processos de resistência, organização e transformação da sociedade.
A reflexão destacou a Rainha Njinga Mbandi como o exemplo mais emblemático dessa realidade.
Foram referidas outras figuras, como Kimpa Vita, no Reino do Congo, trouxeram uma dimensão espiritual e política à luta pela unidade e autodeterminação.
Já no Império Lunda, a Raínha Lueji foi referida com aquela que simboliza a capacidade de governação estratégica e de promoção do desenvolvimento económico através do comércio e da organização social.
Hoje, na Angola contemporânea, esse legado traduz-se numa presença crescente de mulheres em espaços de decisão.
Foi reconhecido o papel das mulheres não apenas como uma questão de justiça social, mas também de desenvolvimento visando melhores resultados económicos, maior estabilidade social e de inovação.
A acção da Missão Permanente de Angola em Genebra sublinha o compromisso com a igualdade de género, em linha com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas que reconhece essa realidade ao colocar a igualdade de género como um dos pilares do desenvolvimento sustentável.
A história de Angola demonstra que as mulheres nunca estiveram à margem, estiveram sempre na linha da frente. Hoje, continuam a ser protagonistas. E será com elas, e não sem elas, que se construirá o futuro do país.












