8 de November, 2026
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Visita à 9.ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) – 2026

A 9ª Exposição Internacional de Importação da China CIIE, inaugurada na China, no dia 5 deste mês e previsto encerrar no dia 10, atraiu segundo a organização cerca 4.142 expositores estrangeiros.

Quase 200 participantes mantêm presença integral na CIIE pelo nono ano consecutivo, reflectindo o firme compromisso da China com a abertura de alto nível. A delegação angolana está presente de corpo e alma neste evento a procura de parcerias e espera potenciar a sua posição empresarial em todos os aspectos.

O Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, acompanhado da Embaixadora na China, Dalva Ringote Allen, e do Presidente da Câmara de Comércio Angola-China, Luís Cupenala fez uma visita demorada ao Stand de Angola de 113 metros quadrados, cuja imagem simboliza o imbondeiro, um gigante da natureza que atravessa gerações.

O Ministro falou demorada e detalhadamente com os expositores angolanos, ouviu as dificuldades, ficou a saber dos projectos que trazem para a China, dos seus objectivos, dos eventos em que participaram, o que viram, o que estão e pretendem implementar nos próximos tempos e quais os programas que têm em carteira.

Posteriormente, o Ministro da Indústria e Comércio visitou o Pavilhão da China, tendo ouvido atentamente os desenvolvimentos da evolução tecnológica que estão a ser empregues ao serviço da humanidade.

Na ocasião, o Ministro concedeu entrevistas exclusivas ao China Media Group – CMG, o maior grupo de media da China e Holding de toda a comunicação social chinesa deste país asiático, e ao Jornal People Day – Jornal do Povo.

Nos dois casos, Rui Miguêns de Oliveira disse aos chineses que a Lei do Investimento Privado de Angola não exige sócio local nem montante
mínimo. Informou que o capital China pertence à China e os lucros são repatriáveis, e a
propriedade privada está constitucionalmente protegida. Acrescentou que através da AIPEX — a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações — teremos um balcão dedicado ao investidor chinês, com interlocutores que falam mandarim e prazos de resposta assumidos.

O Ministro disse que Angola está a simplificar licenciamentos, a digitalizar procedimentos e a alargar as zonas económicas especiais, com infra-estruturas prontas e regimes fiscais
competitivos para a indústria transformadora e compromete-se a combater, sem tréguas, tudo aquilo que ainda encarece investir em Angola: a burocracia, a morosidade e a opacidade.

O Ministro adiantou que ainda temos caminho a percorrer. “Não vos vendo perfeição. Vendo-vos direcção, velocidade e um Governo que atende o telefone. E este é o meu compromisso pessoal enquanto Ministro da Indústria e Comércio”, afirmou Rui Miguêns de Oliveira.

Sublinhou que cada projecto que nascer da sua presença na China, terá um dossiê, um responsável e um prazo, prometendo que não será engavetado.

Além do Ministro da Indústria e Comércio falaram para a comunicação social chinesa o Presidente da Câmara de Comércio Angola China, Luís Cupenala, o representante da cerveja Njinga e o chefe da delegação da ARCCLA – Regulação e Certificação de Cargas e Logística.