Angola participa em Genebra na 159ª sessão do Conselho Executivo da OMS
Angola participa na 159ª sessão do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que decorre de 25 a 26 de Maio, na sede da Organização em Genebra (Suíça), com uma delegação chefiada pela Embaixadora, Ana Maria de Oliveira, integrada por Júlio de Carvalho, Director do Gabinete de intercambio do Ministério da Saúde e diplomatas da Missão Permanente de Angola em Genebra.
O evento que ocorre após a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, que se reuniu de 18 a 23 de Maio, e tem como principal função, implementar as decisões e políticas da Assembleia de Saúde, além de aconselhar e facilitar de forma geral seu trabalho.
Outro objectivo tem a ver com a análise do Relatório Final do Comité Permanente de Prevenção, Preparação e Resposta a Emergências de Saúde (SCHEPPR), que foi criado durante a pandemia de COVID-19 para abordar as lacunas na governação da segurança sanitária, composto por 34 membros tecnicamente qualificados, eleitos para mandatos de três anos.
A participação de Angola nessa reunião do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) permite ao país influenciar directamente as políticas globais de saúde, garantir apoio financeiro e técnico para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde ,promover a transferência de tecnologia e a produção local de vacinas no continente africano.
Outras vantagens do país estar presente neste evento é o reforço do papel do Angola como actor influente na diplomacia da saúde, alinhando-se com o Grupo Africano para defender a equidade e o multilateralismo nas decisões da OMS.
Por outro lado, facilita o acesso a redes de parceiros internacionais e fundos globais, vitais para a modernização de infraestruturas no país, expansão da rede de cuidados primários e consolidação da saúde digital, entre outras vantagens que a diplomacia sanitária activa proporciona.
A representação de Angola junto das Nações Unidas em Genebra, também aproveita este espaço para garantir que a arquitectura sanitária global contemple as necessidades específicas da região africana.
Ao usar da palavra na abertura da reunião, o Director Geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, fez lembrar aos Estados-membros da Organização, a necessidade de trabalhar com urgência nas próximas semanas e meses para finalizar o Acordo de Pandemias da OMS, um tratado internacional histórico, aprovado em Maio de 2025, voltado para a prevenir, preparar e responder a futuras crises sanitárias globais.
“Os surtos actuais de Ébola e hantavírus lembram-nos que a próxima pandemia não vai esperar por nós. O surto de hantavírus está agora estável, com um novo caso nas últimas duas semanas e nenhuma nova morte desde 2 de maio.
No entanto, o surto de Ébola na RDC está a espalhar-se rapidamente”, afirmou o responsável máximo da OMS.
Da mesma forma, declarou que, “embora o financiamento sustentável não esteja na pauta desta reunião, ele é relevante para toda a agenda. É essencial para a OMS cumprir a sua vasta missão e mandato, e para torná-la resiliente a choques como o que tivemos no ano passado”.
Apelou aos Estados-membros para que aprovem os três últimos aumentos nas contribuições obrigatórias, começando com o próximo aumento na 80.ª Assembleia Mundial da Saúde, daqui a um ano, quando os 194 Estados-membros da Organização voltarem a encontrar-se no Palácio das Nações Unidas em Genebra.










